Nutricionista defende flor em vez do sal
A nutricionista Ana Margarida Carvalhais defendeu, anteontem à noite, na Universidade de Aveiro, que a flor de sal pode (e deve) substituir o sal industrial refinado, na cozinha, por ser mais rico em nutrientes, com vantagens para a saúde e sem que isso cause um rombo no cabaz de compras das famílias, explicou.
"É verdade que a flor de sal é mais cara, mas com menos quantidade temos um sabor mais prolongado e melhor", explicou, durante uma conferência sobre "Sal e Saúde", que decorreu na Universidade de Aveiro, no âmbito da VII Semana Aberta da Ciência e Tecnologia.
A flor de sal, uma camada de cristais, que se forma à superfície das salinas, é um sal com propriedades nutrientes ímpares, constituído por aglomerados de microcristais facilmente digeríveis, muito bom para cozidos, grelhados e saladas, e tem a vantagem de "não passar por nenhum processo de industrialização, nomeadamente a lavagem que retira ao sal componentes nutricionais como o plâncton, o krill (pequeno camarão invisível) e restos de esqueletos de pequenos animais marinhos, fontes óptimas de cálcio natural, magnésio, zinco, cobre e molibdénio, entre outros", enquanto o sal refinado "empobrecido com a lavagem é, depois, "enriquecido" com aditivos químicos prejudiciais à saúde", explicou.
O sal marinho tradicional "é o melhor sal" para a saúde", disse a especialista, considerando, de resto, que Aveiro "tem condições únicas, de sol, vento e temperaturas, para a produção deste tipo de sal". José C. Maximino
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