Quercus põe aves protegidas em liberdade
A associação ambientalista Quercus libertou, ontem, doze grifos, no Alimentador de Abutres da Salvada (Beja), depois de terem sido tratados no Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André (CRASSA), em Santiago do Cacém.
O Alimentador de Abutres da Salvada está a funcionar desde 2000 e consiste num local onde são depositados restos e cadáveres de animais, para que as aves possam alimentar-se, já que, em vida selvagem, não existe alimento suficiente.
Estas aves, tratadas nos últimos meses pela Quercus, foram "provavelmente as últimas a ser acolhidas e recuperadas" no Centro do Litoral Alentejano, integrado na Rede Nacional de Recuperação de Animais Selvagens (RNRAS), lamentou o representante do núcleo regional, Dário Cardador.
A decisão de deixar de acolher animais que provenham directamente de Serviços do Estado (GNR, ICN e Polícia Marítima) deve-se à "impossibilidade económica" de os alimentar e tratar, devido aos cortes nos apoios governamentais, anunciados para Janeiro de 2007.
"Pressionámos o ICN para que pagasse as dívidas que tinha connosco e recebemos como resposta, não a liquidação mas a rescisão do protocolo", disse. De acordo com Dário Cardador, mais de 70% dos animais recebidos no Centro anualmente (em média 174) "são trazidos pela GNR ou pelo ICN, e vêm de variados pontos, desde o Parque Natural da Arrábida, até Beja".
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