PT Escolas já mobilizou 3600 jovens portugueses
As "soundies" olham com orgulho para as imagens que desfilam no ecrã. São páginas de textos, fotos e vídeo que acabaram de criar, ali mesmo, na carruagem colorida estacionada na estação de Campanhã, no Porto. As quatro adolescentes vieram de Matosinhos e são apenas uma das "tribos" de alunos a quem a Portugal Telecom resolveu ensinar a produzir conteúdos de Internet. Elas aprenderam a fazer um blogue.
Antes de Rafaela, Catarina, Sandra e Mariana, outros 3600 jovens de dez distritos passaram já pela carruagem da iniciativa "PT Escolas - aventura do conhecimento", este ano na sua segunda edição. Missão "Contribuir para a info-inclusão" e "promover a literacia digital", explica ao JN o coordenador do projecto, Tiago Sena. A ideia surgiu no ano passado, na sequência da análise de indicadores segundo os quais os portugueses não sabiam pesquisar com qualidade na Internet.
E se a primeira "aventura" se centrou justamente na pesquisa, a deste ano ousa a criação de conteúdos. Trata-se, explica Tiago Sena, de "dar poder ao utilizador", não só de produzir a sua própria informação, como de a indexar correctamente na web. "Um dos problemas de Portugal é termos poucos conteúdos em português e estarem mal indexados". E já lá vão 918 blogues novos.
No ano passado, finda a fase de contactos em que a caravana da PT Escolas percorreu o país, mais de 30 mil jovens participaram no concurso on-line que terminou na eleição de uma escola vencedora a "escola do futuro", o colégio Maria Imaculada, de Leiria. E foi precisamente para anunciar o lançamento do "Sapo Challenge" deste ano, para a semana, que os promotores da iniciativa (que conta com 55 parceiros, entre os quais o JN) convidaram a comunicação social. O objectivo é duplicar o número de participantes, com a aliciante de, desta vez, serem escolhidas dez "escolas do futuro". Para promover a adesão de escolas do interior, a prova começará por eleger uma escola por cada distrito.
O prémio, no ano passado, foi equipar a escola vencedora (com computadores portáteis, quadros interactivos, ligação à Internet de banda larga em casa de cada professor e aluno) e formar professores. Este ano, as escolas poderão escolher o equipamento que mais falta lhes faz e passarão a funcionar em rede. E para a PT, ficará provada a mais valia educacional que o seu objecto de negócio encerra.
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