Parque nacional procura cativar mais visitantes
Luís Henrique Oliveira, e Margarida Luzio
Concebida como estrutura de acolhimento e interpretação do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a "porta" a criar na localidade do Mezio, em Arcos de Valdevez, apresentar-se-á, uma vez concluída, como o segundo equipamento do género a entrar em funcionamento no espaço natural, de cinco previstos, em igual número de municípios.
Adjudicada, há dias, por 750 mil euros, a futura "porta" do Mezio, a situar em plena serra do Soajo, compreenderá um núcleo museológico, um centro de informação e um edifício para os guias, pretendendo dinamizar e ordenar as visitas ao parque. Segue-se, assim, à de Lamas de Mouro, em Melgaço, aberta em Maio de 2004, juntamente com o núcleo museológico de Castro Laboreiro (espaço de divulgação da cultura castreja), equipamentos que totalizaram um investimento da ordem dos três milhões de euros. Numa fase mais atrasada encontram-se os investimentos previstos para Ponte da Barca (a erguer na localidade de S. Miguel de Entre-Ambos-os-Rios) e em Terras de Bouro (em S. João do Campo).
No caso de Montalegre, terá sido posta de parte a criação da "porta" que esteve inicialmente prevista para o lugar de Frades, em Cambeses, optando município e parque nacional por concentrar os equipamentos na sede de concelho, concretamente, no pavilhão multiusos. Segundo o presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, as instalações de apoio ao PNPG estão "praticamente concluídas", devendo a autarquia reunir, nos próximos dias, com a empresa que será responsável pela dinamização do espaço.
Refira-se que o esforço desenvolvido pelos municípios com vista à dinamização do parque nacional (o único no país a ostentar essa categoria, o mais elevado nível de classificação das áreas protegidas) verifica-se em altura em que o PNPG assiste à diminuição das suas verbas - que passaram de 5,3 milhões de euros, em 2005, para pouco mais de três milhões, no ano em curso -, o que alarmou os autarcas, preocupados com a eventualidade dos projectos "não virem a sair das gavetas".
Distribuído por cinco concelhos, de três distritos, o parque totaliza uma área de 70 mil hectares, actualmente habitada por nove mil pessoas, em cerca de uma centena de aldeias.
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