Uma indumentária em tons de champanhe, inspirada nos monges de Cister, um chapéu rural, de aba larga, e uma rolha do espumante em prata maciça invertida como tomboladeira, pendurada ao pescoço. Serão estes elementos que o presidente da Comissão Europeia vai ostentar a 21 de Abril, na cerimónia da primeira entronização da Confraria do Espumante. Durão Barroso será entronizado como "confrade honorário", no Mosteiro de S. João de Tarouca, templo ligado à Ordem de Cister.
A cerimónia, na qual serão igualmente entronizados 115 confrades, está inserida no programa do 1.º Congresso do Espumante, marcado para os dias 21 e 22, a decorrer na Escola de Hotelaria e Turismo de Lamego.
No último dia da iniciativa, de manhã, está prevista a realização de um desfile com todas as confrarias báquicas nacionais, entre a Câmara de Lamego e a Sé desta cidade, culminando numa homilia celebrada pelos bispos de Lamego e de Aveiro.
Entre os participantes no congresso constam, entre outros, o professor José Hermano Saraiva, que abordará a história dos monges de Cister, e Dias Cardoso, que falará sobre tecnologias da produção do espumante.
Segundo José Pinto, fundador da confraria, "pela primeira vez em Portugal, e na história do espumante nacional, vão concentrar-se os melhores produtores, os melhores críticos e gastrónomos, e os representantes das dezenas de confrarias de vinhos e gastronomia do país", com o objectivo de "dinamizar a região, através de acções que associem o espumante ao cultivo da vinha, à cultura, ao turismo e à solidariedade".
A Confraria do Espumante, criada em Maio de 2004, abrange todo o território nacional e tem como confrades fundadores representantes das regiões de Távora-Varosa, Douro e Trás-os-Montes. A oficialização do organismo contou com o então primeiro-ministro, Durão Barroso. Sob o lema "Ab imo corde, laetemur" (do fundo do coração, alegremo-nos), foi-lhe conferido o título de Primeiro Confrade de Honra.
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