Manifestações de grupos antifascistas e antiglobalização na Baixa de Lisboa, ao final da tarde de ontem, obrigaram a um reforço de meios da PSP, que confirma terem-se verificado "alguns desacatos" nas proximidades da sede do Partido Nacional Renovador (PNR), na Rua da Prata, e da antiga sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso.
Segundo fonte policial, a situação mais tensa registou-se quando várias dezenas de manifestantes "contra o fascismo e o capitalismo", que se concentraram na Praça da Figueira, terão tentado aproximar-se da sede do PNR. A mesma fonte afirmou que não foi efectuada qualquer detenção, tendo os manifestantes sido dispersos e afastados para a Rua 1.º de Dezembro. Para restabelecer a normalidade e prevenir confrontos, foram enviados para o local 30 elementos do Corpo de Intervenção (CI) da PSP.
Algumas dezenas de militantes do PNR, que estavam "a conviver na sede, como habitualmente", não chegaram a sair das instalações. "A Polícia pediu-nos que não saíssemos do prédio e que fechássemos as janelas, para que nada pudesse ser arremessado do exterior e para que não houvesse qualquer acto entendido como provocação da nossa parte", descreveu José Henriques, da direcção do PNR.
Elementos do CI minimizaram o incidente, limitando-se a dizer que, apesar de "alguns desacatos" iniciais (razão pela qual foi chamada aquela unidade de reserva da PSP), quando chegaram ao local "a situação estava normalizada".
À semelhança do que aconteceu na Rua da Prata, também a Rua do Chiado chegou a ser cortada ao trânsito, neste caso porque um grupo de pessoas ligadas ao movimento cívico "Não apaguem a memória" tentou concentrar-se junto à antiga sede da PIDE. Segundo o oficial de dia da PSP, agentes policiais acompanharam o grupo e impediram que se aproximasse da zona.
Contudo, Elsa Oliveira, que se encontrava no local, disse à agência Lusa ter sido agredida e afirmou que a Polícia começou a bater indiscriminadamente. "Eu não fiz nada e apanhei", declarou esta jovem de 25 anos.
O JN tentou obter esclarecimentos adicionais junto do Comando Metropolitano de Lisboa e da Direcção Nacional da PSP, que remeteram informações para a manhã de hoje.
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