Artistas unidos para apoiar as vítimas de Darfur
Um grupo de conhecidos actores e músicos lançou um apelo à comunidade internacional para que seja feito mais no sentido de proteger os civis em Darfur, no Sudão. Os artistas, como, por exemplo, Mick Jager, Elton John, Matt Damon, George Clooney, Hugh Grant, Mia Farrow, Mark Knopfler e Bob Geldof, acusam o Mundo de ficar de braços cruzados enquanto "mais de 200 mil civis foram massacrados", nos desertos daquela região africana.
Numa declaração assinada por aquelas figuras, a propósito do quarto aniversário do início do conflito, é pedido à comunidade internacional que tome medidas urgentes e "decisivas" para "travar os responsáveis de tais atrocidades". "Não obstante continue o processo político a longo prazo, tem de haver um cessar fogo imediato, deve pôr-se fim aos ataques contra civis e permitir o pleno acesso às agências humanitárias", refere ainda o documento.
O apelo surge numa altura em que a situação na região continua a deteriorar-se e o Governo sudanês recusa a presença de uma força de manutenção de paz que poderia revelar-se eficaz.
No último domingo, em que se assinalou o "dia mundial a favor de Darfur", em diversas parte do Mundo, desde os Estados Unidos da América à Mongólia e Ucrânia, militantes a favor dos direitos humanos, usaram ampulhetas com um líquido da cor do sangue. Pretenderam com esse gesto, segundo os organizadores, transmitir a mensagem que "cada segundo a mais é um segundo em que haverá mais sangue derramado".
Nos últimos quatro anos, o conflito de Darfur provocou a morte de 200 mil pessoas, 230 mil foram obrigadas a fugir do país e dois milhões ficaram sem tecto.
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