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Aeroporto do Porto regista maior aumento de tráfego

João Paulo Madeira

OAeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, já é o que regista o maior crescimento de tráfego, a nível nacional. De acordo com a ANA - Aeroportos de Portugal, que ontem apresentou as contas de 2006, aquela infra-estrutura havia tido o ano passado o segundo maior crescimento, a seguir à Portela, tendo atingido os 3,4 milhões de passageiros (+9,5%, face a 2005). Mas, nos primeiros meses deste ano, o Sá Carneiro disparou e ultrapassou Lisboa, fruto da captação de mercado na Galiza, num desempenho claramente acima da média europeia.

Em Janeiro, o Aeroporto do Porto movimentou perto de 259 mil passageiros, um crescimento de 17,4% face ao período homólogo. Em Fevereiro, transportou 230 mil, uma subida de 26,1%. Nos mesmos dois meses, Lisboa cresceu 9,6% e 11%, respectivamente. E, como adiantou, ontem, o presidente da empresa, Guilhermino Rodrigues, o crescimento do Sá Carneiro atingiu 20% em Abril e este mês situar-se-á nos 18%. Isto, quando a Europa regista uma taxa de crescimento média de 5% (2006).

Segundo Guilhermino Rodrigues, este desempenho está ligado à boa campanha de marketing aeroportuário na Galiza, que tem desviado passageiros espanhóis. Actualmente, disse, já há cinco ligações diárias de autocarros entre Vigo e o aeroporto a norte do território português.

Constrangimentos

O presidente da ANA explicou que, a médio prazo, não são colocados problemas de congestionamento no Porto, já que a actual capacidade, de seis milhões de passageiros, poderá ainda passar para 11 milhões. Os fortes constrangimentos na Portela, que o responsável classificou como "manta de retalhos", são a principal dor de cabeça. O aeroporto de Faro, que também tem registado um forte crescimento, gera "algumas preocupações" e deverá sofrer obras de ampliação entre 2008 e 2009.

Guilhermino Rodrigues admitiu que o sistema aeroportuário tem "problemas" a nível de gestão da bagagens e no serviços de táxis, havendo um volume significativo de queixas neste último campo. O gestor admitiu a possibilidade de se avançar para um sistema próximo da concessão, com definição de critérios de qualidade para a prestação de serviços de táxis, como existe outros aeroportos internacionais. No entanto, sublinhou, tal solução teria de passar por um concertação entre as associações de táxis, poder autárquico e Direcção-Geral dos Transportes Terrestres e Fluviais.

No ano passado, a ANA registou 24,6 milhões de passageiros, um crescimento de 7,9%. Os lucros da empresa subiram 45,2%, atingindo 34,5 milhões de euros. E, numa altura em que está em marcha a privatização da empresa, associada à construção da Ota, duas apresentações recentes da operação, uma em Lisboa e outra em Londres, reuniram um total de 400 representantes de potenciais investidores.

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