Carolina Neves, de 14 anos, aluna do 9.º ano da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz, foi ontem jornalista, por algumas horas, no decorrer da "II Assembleia Municipal de Escolas da Figueira da Foz".
Sentada nos lugares habitualmente reservados aos representantes de órgãos de comunicação social, Carolina, membro do clube de jornalismo da sua escola, estava nervosa mas atenta ao desenrolar dos trabalhos.
"Está a ser giro fazer de jornalista, mas é um cargo de muita responsabilidade. Tenho que estar muito atenta e ouvir bem as intervenções de todos os deputados", disse, ao JN, a jovem aluna.
Carolina integrou o grupo de 30 alunos de diversas escolas dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e secundárias do concelho que, ontem, vestiram a pele de deputados municipais. "Está a ser uma experiência fantástica", disse.
Ao longo da sessão, em tudo idêntica a uma reunião da Assembleia Municipal figueirense e a que assistiram e participaram representes do Executivo, os jovens "deputados" deram uma autêntica lição de democracia e civismo aos verdadeiros deputados. Sem atropelos, cada interveniente foi manifestando a sua opinião sem ostentar a agressividade política que, muitas vezes, transpira numa sessão real.
Ao longo da tarde, foram apresentadas dez moções para votação. Os miúdos mostraram-se preocupados com o futuro do concelho e da juventude, abordando temas como a modernização e aumento da qualidade da oferta turística, património natural e ambiental, melhoria da qualidade de vida dos jovens e uma maior aproximação entre o poder local e os cidadãos.
"Esta é uma assembleia que, do meu ponto de vista, deveria ganhar características anuais, envolvendo todas as associações de estudantes e outras", considerou Lídio Lopes, vereador da Juventude . Paulo Dâmaso
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