O aumento médio de 20% nas vendas das Feiras do Livro de Lisboa e do Porto, que encerraram domingo, "prova que o modelo actual continua a ser válido", disse à Agência Lusa António Baptista Lopes, presidente da direcção Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), organizadora em parceria com a União de Editores Portugueses.
O acréscimo significativo de vendas e de visitantes da 77ª edição vem estancar a quebra registada nos últimos dois anos, o que levou vários editores e livreiros a criticar o modelo de realização da feira, considerando-o desactualizado e esgotado.
Apesar de o número de expositores ter sofrido um corte em cada cidade - 189 em Lisboa e 101 no Porto -, "verificou-se um aumento muito significativo nas vendas e no número de visitantes", disse Baptista Lopes.
"O balanço positivo prova que o modelo actual - centrado no livro, nos autores e nos leitores - continua a ser o melhor para celebrar e promover a leitura", sustentou, salientando ainda o "trabalho de organização e de excelente colaboração dos editores".
No caso da Feira do Livro de Lisboa, "o regresso do certame à zona sul do Parque Eduardo VII, junto à Praça Marques de Pombal, com bons acessos de transportes e melhor visibilidade pública, e o facto de não terem decorrido outros grandes eventos culturais ou desportivos em paralelo", explicam, no entender do responsável, os bons resultados.
No Porto, onde o volume de vendas também cresceu 20%, um total de 300 mil pessoas visitaram o Pavilhão Rosa Mota, onde o certame decorreu pela última vez devido às obras de manutenção que a Câmara Municipal vai levar a cabo em breve. A organização considera ainda que no caso do Porto, uma das razões que podem estar na origem do êxito do certame, este ano, foi a adaptação do regulamento à lei do preço fixo, que permitiu que os editores pudessem vender livros com mais de 18 meses a qualquer preço, além da introdução, pela primeira vez, de livros estrangeiros.
"Ainda não sabemos onde se irá realizar a Feira do Livro do Porto em 2008, mas deverá ser também num recinto fechado, para que os visitantes fiquem protegidos em caso de chuva", indicou o presidente da APEL.
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