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Aluno agride à facada professor universitário

Magalhães Costa

O director da Escola de Direito da Universidade do Minho (UM), Luís Manuel Gonçalves, foi ontem assistido no Hospital S. Marcos após ter sido agredido, no seu gabinete, no Campus de Gualtar, Braga, por um aluno que o atacou com uma faca de cozinha. O docente, que já teve alta hospitalar, sofreu vários golpes sem gravidade no rosto, toráx e num dos braços.

O agressor, de 24 anos, estudante do curso de Direito, encontra-se detido nas instalações da GNR de Braga, de onde partirá hoje para o Tribunal de Braga onde será ouvido por um juiz de instrução criminal.

Pouco passava das 12 horas quando o agressor, natural de Barcelos, esperou pela saída dos funcionários, docentes e não-docentes, para se abeirar do professor a quem reclama, desde há um ano, segundo apurou o JN, um "estatuto especial de estudante" devido ao seu problema de gaguez.

Por outro lado, aquele estudante universitário costumava protestar contra o processo de Bolonha, que, em sua opinião, o tem prejudicado e impedido de passar de ano e ser finalista da licenciatura de Direito.

Ataque no gabinete

Após ter sido recebido pelo director da Escola de Direito, no seu gabinete, o aluno puxou da faca e esfaqueou o professor em várias partes do corpo.

Na altura, segundo depoimento de uma testemunha ocular, uma funcionária apercebeu-se da agressão e tentou, de imediato, socorrer o professor, gritando por socorro. Este acto - alegada tentativa de homicídio - podia ter tido um final mais dramático, pois o JN apurou ainda que a faca de cozinha utilizada pelo estudante partiu-se durante agressão, e também porque a funcionária que pediu ajuda se meteu no meio do professor e do aluno na tentativa de afastar o agressor.

Logo a seguir, alarmados pelos gritos que soavam no interior das instalações, apareceram Filipe Lobo, vice-reitor da UM, e o professor Páscoa Machado, além de mais dois seguranças que neutralizaram, de imediato, o aluno.

Acto premeditado

Após o incidente, a vítima deslocou-se, pelos seus próprios meios, ao Hospital S. Marcos, em Braga, com a cara e roupa ensanguentadas, onde recebeu tratamento, enquanto o agressor foi detido, sem qualquer acto de resistência, por elementos da GNR chamados ao local.

A vítima, segundo avançou uma testemunha ocular contactada pelo JN, havia dito, na altura dos acontecimentos, que esperava a presença de uma canal de televisão, para quem contactara, para "filmar" o premeditado acto de agressão, o que não se verificou.

O incidente, conforme constatou o JN, mereceu os mais diversos comentários no "Campus" universitário, com estudantes do curso de Direito a manifestarem-se "estupefactos" com o comportamento do colega.

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