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Esta é mesmo a última vez dos Stones?

Cláudia Luís

Apesar de nem todos os concertos da digressão "A bigger bang" terem registado lotação esgotada, há uma expectativa generalizada sobre aquela se julga ser a última 'tour' feita pelos Rolling Stones. "Estamos seguros, quase a 100%, de que esta será a última oportunidade para os vermos em Portugal", afirma Álvaro Ramos, da Ritmos e Blues, empresa responsável pela actuação da autoproclamada maior banda de rock do Mundo no Estádio Alvalade XXI, em Lisboa, amanhã à noite.

"Quem sabe isto soa a um epílogo em forma de última digressão. Quem sabe não" - escreve o "El Mundo", a propósito do concerto dos Stones em Espanha, na passada quinta-feira (ver texto em baixo).

A dúvida subsiste e há motivos para isso. Os Rolling Stones somam 45 anos de carreira - são uma das bandas mais antigas em actividade - e os seus elementos têm idades compreendidas entre os 57 e os 65 anos e uma vida que não primou pelo estilo saudável. Além disso, acrescenta Álvaro Ramos, "eles só fazem grandes digressões como esta de quatro em quatro anos ou de seis em seis e não me parece que daqui a seis anos eles andem na estrada".

O produtor ressalva que, aquando do concerto no Porto, em Agosto de 2006, "já pensávamos que seria a última vez em Portugal. Acontece que, com todos os concertos cancelados depois disso, eles estão a fazer esta digressão para cumprir esses espectáculos que falharam".

A verdade é que, ao longo da carreira, foram vários os momentos em que se esperava o final da história e ele nunca aconteceu.

A primeira vez que surgiram rumores sobre o desmembramento da banda foi na década de 80. Até então, a banda já tinha, contudo, vivido três tragédias que poderiam ter ditado o fim da máquina a morte de Brian Jones, um dos fundadores dos Stones (ver guia rápido); as quatro mortes do concerto de Altamont, Califórnia, entre uma multidão de 500 mil pessoas, em 1969; e a morte de Ian Stewart, considerado o sexto Stone.

Especulação não é de agora

Foi em 1983 que a imprensa começou a especular sobre um possível final da banda "Undercover" não mereceu digressão e os músicos não eram vistos juntos em público. A relação entre Mick Jagger e Keith Richards, a dupla da composição, atravessava uma grave crise e todos os elementos da banda investiram nas suas carreiras a solo. Ao longo de cerca de sete anos sem concertos, todos esperavam o final dos Rolling Stones, mas os discos continuavam a sair.

Em 1990, regressam em força, com "Flashpoint" estabelecem a marca 'Rolling Stones' (o nome foi inspirado numa música de Muddy Waters) e investem em digressões luxuosas. "A bigger bang" foi a mais recente surpresa: o primeiro disco de estúdio ao fim de oito anos e o mais longo desde "Exile on Main Street".

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