intuito era abrir um centro de estudos, mas acabou por criar a sua própria marca de bijutaria. Licenciada em Português/Francês, via ensino, Sílvia Ferreira decidiu conceber o seu próprio negócio numa altura em que se encontrava sem trabalho. Contudo, a ideia inicial com a qual Sílvia entrou para o curso de formação de empreendedorismo de negócios era abrir um centro de estudo, o que se transformou na ideia de erguer um negócio de bijutaria.
"Vi um anúncio no jornal sobre a formação para empreendedoras de negócios da ADRAVE e decidi participar para criar um centro de estudos", contou Sílvia, apontando que visitou algumas estruturas do género e não gostou. "Visitei alguns centros de estudo, trabalhei num, mas não gostei da experiência", atirou a professora, explicando que decidiu então começar a fazer bijutaria.
"No estrangeiro, já é usual fazer-se bijutaria e pensei que poderia ser um negócio", narra. Por isso, decidiu arriscar, criou a sua própria marca e até já tem um revendedor em França. Para já, Sílvia Ferreira, de Caldas das Taipas, Guimarães, vende os seus produtos por catálogo.
Para conseguir trabalhar por conta própria, a docente não colocada fez o curso de formação de empreendedoras de negócios que lhe forneceu ensinamentos para a criação do próprio emprego. Desde técnicas de marketing, técnicas de gestão de empresas, competências na área das novas tecnologias e na área de planos de negócios. Depois da teoria, as formandas passaram pela fase da consultadoria para que posteriormente fosse dada luz verde à criação da empresa.
Liliana Moreira criou um gabinete de Psicologia. Depois de muitos anos no ramo decidiu avançar para um projecto pessoal. "Achei que 44 anos a fazer a mesma coisa era altura de avançar, senão nunca mais o faria", adiantou ao JN. Para a psicóloga, a criação do gabinete é um desafio e o curso que frequentou, segundo diz, abriu-lhe os horizontes, nomeadamente na área de gestão. "Foi uma mais-valia", diz. Apesar dos negócios criados nem sempre corresponderem à formação de base das respectivas criadoras, no caso de Andreia João, o objectivo foi criar o gabinete de arquitectura. "Ia abrir o gabinete mais tarde ou mais cedo", aponta a arquitecta.
Balanço positivo
Para Paula Peixoto, responsável da Agência de Desenvolvimento do Vale do Ave (ADRAVE) o facto de terem sido criados dez empresas transforma-se num "balanço positivo" da realização do curso de empreendedoras de negócios destinado a mulheres activas ou desempregadas. "É um balanço positivo porque criar uma empresa não á fácil, tanto mais que algumas das mulheres eram activas", atirou a responsável, explicando que das dez empresas criadas uma é na área da bijutaria, dois centros de estudos, dois gabinetes de Psicologia, dois gabinetes de Contabilidade e Consultadoria, um gabinete de Arquitectura, uma empresa de promoção de eventos e guarda de crianças e uma empresa de produção de vestuário para crianças.