Ku Klux Klan alarga influência
O Ku Klux Klan (KKK), organização racista norte-americana, está a regressar de forma "surpreendente e preocupante", alargando a sua actuação a novas regiões no país, afirma um relatório do movimento cívico Liga Anti-Difamação (ADL, em inglês).
Para o aumento, afirma o relatório divulgado este mês, foi decisiva a acesa discussão pública em torno dos imigrantes ilegais nos Estados Unidos, cerca de 11 milhões, na maioria de origem hispânica.
A ADL afirma terem sido recentemente detectadas actividades em Estados onde não havia registos da sua presença, como Maryland, Nova Jersey e Pensilvânia, na Costa Leste dos Estados Unidos, mas também no centro do país, no Iowa e Nebraska.
"Uma das nossas preocupações é que o KKK surge em localizações nas quais antes não tinha presença", afirmou Deborah Lauter, do referido movimento cívico.
A organização, adiantou, é "muito boa a recuperar um indivíduo violento e utilizá-lo para recrutar novos membros". Nos cinco últimos anos, calcula-se que tenham sido criados perto de 250 grupos anti-imigração no país.
O Ku Klux Klan, apologista da violência contra as minorias étnicas, chegou a ter perto de cinco milhões de membros nos anos 1920, tendo em 1972 sido considerada como uma organização terrorista e formalmente banida dos Estados Unidos.
A primeira Ku Klux Klan foi fundada por 60 amigos da cidade de Pulaski, Tennessee, em 1865. Um segundo grupo que utilizou o mesmo nome foi fundado em 1985 (alguns dizem que foi em função do lançamento do filme "O Nascimento de uma Nação", naquele mesmo ano) em Atlanta por William J. Simmons. Tinha como objectivo lutar pelo domínio dos brancos protestantes sobre os negros, católicos, judeus e asiáticos, assim como outros imigrantes.
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