Director
José Leite Pereira

Director Adjunto
Alfredo Leite

Subdirector
Paulo Ferreira
 

Activista da Global Witnessdetida no enclave de Cabinda

Activista da Global Witness

detida no enclave de Cabinda

Os três advogados da activista britânica Sarah Jill Wikes, da Global Witness, detida anteontem em Cabinda e acusada de espionagem, foram impedidos pelo procurador adjunto André Gomes Manuel de assistir ao seu interrogatório. A Global Witness, organização de defesa dos direitos humanos, exigiu entretanto a sua "libertação imediata". O tribunal estabeleceu uma fiança de 180 mil kwanzas (1800 euros). No entanto, a acusada vai continuar presa até amanhã porque ontem a tesouraria estava encerrada e hoje é feriado.

André Gomes Manuel, que assume interinamente o cargo de procurador em Cabinda, recusou-se a aceitar a procuração de Sarah Jill Wikes que nomeava David Mendes, Francisco Luemba e Martinho Nombo como seus defensores, e preferiu solicitar a presença de um contínuo da instituição para defender oficiosamente a activista.

"Perante aquele comportamento, nós, os três advogados defensores, resolvemos abandonar o tribunal, porque o procurador adjunto desconhece as mais elementares regras processuais", contou Martinho Nombo.

A activista desta organização não governamental, com sede em Londres e Washington, foi detida no Hotel Macosso, em Cabinda, onde chegara na sexta-feira, por 14 agentes da Direcção de Investigação Criminal. De acordo com a Global Witness, Sarah estava em Cabinda a "fazer aquilo que faz em todo o Mundo", ou seja, reunir-se com vários representantes da sociedade civil, recolher informações e ouvir opiniões. De acordo com os advogados, a prisão onde está Sarah Wikes nem sequer uma cama ou um colchão tem.

Defesa da transparência

A Global Witness é uma organização não governamental, com sede em Londres e Washington, que há quase 15 anos luta pela transparência na gestão dos recursos naturais, para a campanha internacional "Publique o que se Paga", e tem mantido contactos com o Governo de Luanda com vista à integração de Angola nos mecanismos de controlo previstos pela Iniciativa para a Transparên cia nas Indústrias Extractivas (EITI). Uma extensa pesquisa realizada pela Global Witness demonstrou que os esquemas de corrupção em Angola não se limitaram à época da guerra, estando a persistir hoje com nova face agora os empréstimos destinados à "reconstrução nacional" estão a ser massivamente desviados pelo "Estado-sombra" angolano.

Por seu lado, as empresas que exploram o petróleo na costa angolana estão a ser, segundo a ONG, proibidas pelo Governo de tornarem públicos os seus orçamentos.

Partilhar
 [?]
 
 











Multimédia
Cidadão Repórter
Notícia do Dia


 

Últimas
+Lidas
+Comentadas
+Pesquisadas
 

Jogos Ao Vivo

Serviços


TEMPO Dados fornecidos pelo Weather Channel
  • n/d
  • 9ºC
  • HOJE
  • 17ºC
  • 12ºC
  • AMANHÃ

 

Twitter HOME
FACEBOOK HOME
Galeria JN
Entre palavras
Passatempo Muro de Berlim


Controlinveste Media SGPS, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Quem Somos |  Contactos |  Webmaster