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Um em cada onze portugueses é eleitor-fantasma

Um em cada onze eleitores portugueses são "fantasmas", concluiu um estudo de dois sociólogos portugueses, que estimam em mais de 785 mil o número de eleitores com inscrição indevida.

O estudo, de José António Bourdian e Luís Humberto Teixeira, mestrandos do ICS (Universidade de Lisboa), cruza dados de 2005 do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE), Instituto Nacional de Estatística (INE), Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e de um inquérito sobre comportamentos eleitorais.

Os eleitores fantasma - pessoas já falecidas e emigrantes que mantêm cartão de eleitor, por exemplo - provocam um aumento artificial da taxa de abstenção e desvirtuam a distribuição de mandatos de deputados, proporcionais ao número de eleitores.

Em 1998, quando existiam 8,926 milhões de eleitores, a actualização extraordinária do recenseamento eleitoral eliminou 443 mil inscritos activos, ou se já, houve uma redução de 4,9 por cento do universo eleitoral.

Desde então, porém, o número tem vindo a aumentar e o número de recenseados é de 8,9 milhões (números relativos às eleições legislativas de 2005).

O caso da  Madeira é o “caso mais preocupante”, com 22,28 por cento de eleitores-fantasma, ou seja, um em cada cinco eleitores inscritos nos cadernos eleitorais madeirenses não existe", afirmam os sociólogos.

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