STCP considera nova rede "mais acertada"
Manuel Vitorino
"Os protestos contra a nova rede da STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) fazem parte do passado"- a garantia foi dada ontem , ao JN, Fernanda Meneses, presidente do Conselho de Administraçãoda empresa. Falando à margem da cerimónia de apresentação de mais 80 novas viaturas movidas a gás natural, a responsável da STCP desdramatizou os problemas causados aos utentes e, pela primeira vez, empregou a palavra "manipulação" para caracterizar a agitação vivida nas ruas do Porto.
"A rede foi planeada por especialistas em tráfego urbano e houve critério na sua aplicação. Reconhecemos que nem tudo correu bem, mas corrigimos o que havia a corrigir. Porém, não temos dúvidas que existiu manipulação das pessoas. Quando se alteram os hábitos e as rotinas dos passageiros, torna-se relativamente fácil provocar agitação e impedir um autocarro de prosseguir a sua marcha. Hoje, as coisas estão pacíficas", considerou.
Três meses depois de tumultos e confusões terem tomado algumas ruas do Porto, Fernanda Meneses considerou as medidas "acertadas" e "fundamentais" para permitir a mais conforto e melhor mobilidade dos utentes"A rede da STCP tinha de adaptar-se à nova realidade intermodal. O metro revolucionou a vida das pessoas e a STCP efectuou os ajustes necessários",disse.
Quanto aos novos autocarros (30 veículos articulados e 50 veículos standard), que a STCP garante terem sido projectados para garantir maior mobilidade aos cidadãos, têm piso rebaixado e estão preparados para transportar pessoas com deficiências ou idosos. O investimento dos novos autocarros ascendeu a cerca de 23 milhões de euros. Porém, como a STCP celebrou um contrato de "leasing" operacional, a operadora de transportes pagará 3,5 milhões de euros por ano.
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