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'Tintin no Congo' acusado de racismo

A denúncia é da Comissão Inglesa pela Igualdade Racial "Tintin no Congo" contém "palavras de aviltante preconceito racial e é um livro em que os 'nativos selvagens' parecem macacos e falam como se fossem imbecis". Trata-se do segundo livro das aventuras em banda desenhada do célebre repórter criado por Hergé e que foi originalmente publicado em 1931.

A comissão humanitária inglesa não se limitou a lavrar o protesto - que é cíclico uma vez que o livro já sofreu diversas alterações de reedição, nomeadamente em 1946 e 1975 - e, desta vez, foi mais longe solicitou ao grande retalhista Borders que retire definitivamente o álbum das suas prateleiras. O pedido foi atendido só pela metade: "Tintin no Congo" foi colocado numa secção de vendas exclusivamente dedicada a conteúdos para adultos.

Um porta-voz da Borders, citado pela BBC, justificou a sua posição "Entre os milhares de livros e discos que temos à venda pode haver, naturalmente, produtos considerados controversos dependendo dos interesses, gosto pessoal e visão política de cada um".

A Comissão Inglesa pela Igualdade Racial não ficou satisfeita com a resposta "O único lugar aceitável para um produto destes é num museu, mas com um grande anúncio ao lado a dizer 'Treta racista e retrógrada!'".

As aventuras de Tintin estão traduzidas para dezenas de países e continuam a ser publicadas em todo o mundo.

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