Pela primeira vez a história dos tapetes orientais em Portugal é objecto de uma exposição específica, que se inaugura amanhã no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, integrada no plano de exposição temporárias da instituição e sucedendo a "O Brilho das Imagens".
Partindo da significativa colecção do MNAA, com a colaboração de instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras e a colaboração de destacadas colecções nacionais, públicas e privadas, a mostra é comissariada por Teresa Pacheco Pereira e Jessica Hallett.
O percurso expositivo estrutura-se em quatro núcleos - Península Ibérica, Turquia, Pérsia e Índia -, associando os tapetes à sua imagem em pinturas dos séculos XVI a XVIII e, simultaneamente, ao inventário e significado da sua representação na pintura portuguesa da época moderna.
"O tapete oriental foi introduzido na Península Ibérica depois da conquista islâmica no século VIII. Lisboa teve uma produção própria, por artífices muçulmanos, até ao final do século XV ", referem as comissárias.
Com a descoberta da rota marítima para a Índia, em 1498, os tapetes persas e indianos, de desenho floral, começaram a chegar cada vez em maior número ao mercado português, e os tapetes persas de seda tornaram-se o têxtil oriental de maior prestígio no comércio internacional.
Os pintores portugueses acompanharam a presença sucessiva do tapete oriental, concedendo-lhe um lugar de destaque nas suas composições.
O tapete oriental é um objecto artístico, uma superfície composta por fios de teia, trama e nós, um produto de trocas comerciais, um relevante elemento decorativo da pintura e, também, um objecto que encerra valores simbólicos e define hierarquias.
A exposição "O Tapete Oriental em Portugal. Tapete e Pintura, séculos XV-XVIII" abre ao público dia 1 de Agosto e pode ser visitada até 18 de Novembro.
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