Bush perde mais um fiel colaborador
O presidente norte-americano, George W. Bush, perdeu ontem mais um fiel colaborador, o seu ministro da Justiça, Alberto Gonzales, que se demitiu depois de, ao longo de vários meses, ter sido o alvo político predilecto do Partido Democrata, na Oposição.
Em breve declaração através da televisão, o Secretário de Estado da Justiça declarou que a sua demissão torna-se efectiva a partir de 17 de Setembro próximo. O pedido de renúncia foi aceite pelo presidente.
Recorda-se que a gestão de Alberto Gonzales foi marcada por grandes polémicas, nomeadamente em relação ao afastamento de procuradores por supostas razões políticas e ao tratamento dado a pessoas detidas como suspeitas de terrorismo.
Círculos políticos em Washington admitiam ontem que o provável sucessor de Alberto Gonzales venha a ser o procurador-geral Paul Clement, que deve assumir o cargo interinamente até que a Administração Bush escolha outra pessoa.
Aguardava-se ontem que o Departamento de Justiça dos EUA convocasse uma conferência de Imprensa relativamente à renúncia do secretário de Estado.
Alberto Gonzales - colaborador de longa data de George W. Bush (desde os tempos em que o presidente dos Estados Unidos da América foi governador do Texas) - era um dos poucos que o acompanhavam desde os primeiros tempos do primeiro mandato presidencial. É o quarto alto funcionário "de peso" que deixa a Administração Bush, desde Novembro do ano passado. O ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld - considerado o arquiteto da guerra do Iraque - renunciou ao cargo um dia depois da eleições legislativas de Novembro. O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, deixou o cargo em Maio após um inquérito por questões éticas. O principal assessor de George W. Bush, Karl Rove, anunciou a sua renúncia no início do mês corrente, afirmando que vai dedicar mais tempo à família.
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