Director
José Leite Pereira

Director Adjunto
Alfredo Leite

Subdirector
Paulo Ferreira
 

Dar a volta ao Mundo através das plantas em 80 minutos

Paula Gonçalves

A viagem começa no continente americano, concretamente na América do Sul. Na primeira estufa do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra é recriado o ambiente do rio Amazonas (Brasil), onde o grupo de visitantes observa o maior nenúfar do mundo. "Tão grande que até dá para transportar pessoas", comenta um dos mais jovens participantes da visita guiada "A volta ao mundo em 80 minutos", demonstrando ter apreendido as informações transmitidas pela guia, Susana Silva. "Este nenúfar é capaz de aguentar com uma criança de 30 quilos", aliás, é "usado pelas mães índias para colocarem os filhos". Mas quem o descobriu foi um investigador inglês que, em homenagem à rainha da Inglaterra, lhe chamou "Victoria cruziana".

No mesmo ambiente, os visitantes, particularmente os mais novos, ficam muito surpreendidos porque imaginavam que o ananás "vinha de uma árvore e afinal é de uma planta", conversavam a Carolina Ferreira e o João Carecho.

O desafio da iniciativa promovida pelo Jardim Botânico da Universidade de Coimbra é percorrer, através das espécies vegetais, os cinco continentes em 80 minutos, reunindo o Botânico vários exemplares representativos de cada um deles. Vocacionado para todos os públicos, o evento, como afirma a bióloga Ana Cristina Tavares, "apela aos sentidos e à viagem", tendo cada paragem a sua história.

O percurso continua, ainda no mesmo continente, mas a Norte, nos Estados Unidos da América (Califórnia), com a visita a mais uma espécie recordista a sequoia, considerado o maior ser vivo do mundo. O exemplar que se encontra no Botânico "é ainda bebé": tem apenas 120 anos e mede 30 metros. Mas, como explica Susana Silva, esta árvore chega aos dois mil anos e atinge os 120 metros de altura. "Esta só não viverá tanto porque a Terra não vai aguentar até lá", prevê uma visitante mais pessimista.

Antes de uma passagem pela palmeira chilena, espécie de que "tudo se aproveita", desde a madeira, passando pela seiva para fazer vinho, até às folhas para cobrir os telhados das casas, o grupo ruma aos trópicos. Do continente africano foram apresentadas as três espécies de cafeeiro. Apesar do café ser originário de África, o melhor e mais caro do mundo é produzido em Timor. Tudo graças a um mamífero roedor que escolhe os melhores grãos e os come, mas só digere a polpa, expelindo a semente que é recolhida pelos nativos para produzir o café. Outra das espécies representantes do continente africano que mais curiosidade suscitou foi a Cola acuminata, de onde é extraída a essência para produzir refrigerantes.

Da Oceania, os visitantes tiveram oportunidade de tocar na maior pinha do reino vegetal, que pesa cinco quilos, da árvore Araucaria, que pode ser encontrada na Austrália. Do mesmo país, o grupo experimentou o aroma a limão que se desprende de um eucalipto, conhecido por "fantasma do deserto", por ser branco e reflectir a luz da Lua.

A passagem pela rua das tílias assinalou a entrada na Europa, tendo sido também apresentadas algumas das espécies carnívoras europeias e conhecidas as suas sofisticadas armadilhas.

Da Ásia, as plantas insectívoras (que se alimentam de insectos) e o bambuzal foram as espécies que mais fascinaram, especialmente os mais pequenos. "Gostámos muito da árvore do panda", dizia João Carecho, ao referir-se ao bambuzal de cerca de um hectare, existente na mata do Jardim. Um só panda era suficiente para dizimar toda a folhagem numa semana, como refere Ana Cristina Tavares. Ainda do continente asiático, a Ginkobiloba (China) foi outra espécie muito apreciada, após a explicação de que sobreviveu às bombas atómicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki. A visita termina na estufa fria, com a história da alga que queria ser flor, numa alusão à evolução das espécies, e uma visita à estátua da Botânica, deusa da natureza.

No final, as opiniões divergem. Beatriz Monteiro Franco, uma das crianças que completou a volta ao Mundo, elege o nenúfar como a planta que mais gostara, por "nem sequer imaginar que pudesse ser tão grande". Ana Rita, oito anos, centra-se na "senhora da natureza" por "representar todas as plantas, flores e árvores". Entre os adultos, Eugénia Cardoso, que se deslocou de Carregal do Sal para fazer esta volta ao Mundo, classifica a iniciativa de "muito interessante e aconselha a sua divulgação.

Partilhar
 [?]
 
 











Multimédia
Cidadão Repórter
Notícia do Dia


 

Últimas
+Lidas
+Comentadas
+Pesquisadas
 

Jogos Ao Vivo

Serviços


TEMPO Dados fornecidos pelo Weather Channel
  • n/d
  • 9ºC
  • HOJE
  • 17ºC
  • 12ºC
  • AMANHÃ

 

Twitter HOME
FACEBOOK HOME
Galeria JN
Entre palavras
Passatempo Muro de Berlim


Controlinveste Media SGPS, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Quem Somos |  Contactos |  Webmaster