Os melhores do país na Universidade
Reis Pinto
Dos alimentos transgénicos à importância do potássio na alimentação dos doentes renais. Da mecânica quântica à teoria da relatividade. Mais do que conceitos, são as portas do futuro que se abrem para cerca de 240 jovens, que participam, até à próxima sexta-feira, na Escola de Ciências da Vida e da Saúde e na Escola de Verão de Física, organizadas pela Universidade do Porto.
Funcionando em moldes semelhantes, as duas iniciativas acolhem os alunos com melhores notas, mas as candidaturas só são aceites com uma carta de motivação, escrita pelo jovem, e por duas cartas de "recomendação" envidas pelas escolas.
A Escola de Ciência da Vida pretende mostrar a estudantes que irão agora fazer a sua escolha de vida o que existe "além da Medicina, em especial na área da investigação", sublinhou Carla Carvalha, assessora do projecto.
Os jovens (em grupos de quatro) foram distribuídos por 19 projectos que estão a ser desenvolvidos por alguns dos melhores investigadores da Universidade do Porto. A Escola da Física acolhe 97 dos melhores alunos dos 10.º e 11.º anos (80 deles têm médias entre os 18 e os 19 valores), para quem a teoria da relatividade ou a mecânica quântica e nanotecnologias são tão empolgantes como um "clássico" no Estádio do Dragão.
"São alunos muito bem preparados e interessados, que colocam questões muito pertinentes", sublinhou Pedro Gil Vieira, um jovem investigador, apenas um pouco mais velho que a maior parte da sua atenta plateia.
Desta escola nasceu uma comunidade interessada, que usa a Internet para vencer distâncias e falar de coisas como a "Interferometria holográfica de dupla exposição uma régua de luz". O que é isto? Apenas o futuro.
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