Boicote aos Jogos Olímpicos ganha apoios
Ao defender "medidas de boicote" aos Jogos Olímpicos de Pequim, caso a China continue a recusar o diálogo com o Dalai Lama para uma solução negociada no caso do Tibete, o presidente do Parlamento Europeu, o alemão Hans Gert Pottering, baralhou o consenso de sentido contrário liderado pelos EUA.
"Pequim tem de se decidir. É preciso entrar em conversações imediatamente com o Dalai Lama, mas, se não houver nenhum sinal de comunicação, considero que as medidas de boicote aos Jogos Olímpicos serão justificadas", afirmou Pottering.
O presidente apela aos países da União Europeia a falar "a uma só voz" em matéria de defesa dos Direitos Humanos no Tibete. "A China é um parceiro importante da Europa, no entanto por um questão de honra não podemos esquecer o povo tibetano", afirma o presidente do Parlamento Europeu.
A violência no Tibete começou no dia 14, por ocasião do aniversário da revolta tibetana de 1959 contra a presença chinesa, e nem os protestos mundiais ou os apelos do Dalai Lama têm dado resultados junto de Pequim.
Ontem, centenas de pessoas manifestaram-se no centro de Londres para protestar contra a repressão chinesa no Tibete e saudando a decisão do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que em Maio vai receber o Dalai Lama.
Apesar de o "Diário do Povo", órgão oficial do Partido Comunista chinês, dizer que a Oposição no Tibete deve ser arrasada, o Dalai Lama voltou a afirmar que "as negociações são mais necessárias do que nunca".
O Governo chinês parece decidido não só a ignorar os pedidos internacionais para que dialogue com o Dalai Lama, como a usar a força para acabar com o apoio que o líder espiritual dos budistas tem no Tibete.
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