As várias confusões com a Acção Social
A Segurança Social começou por trocar as voltas à vida de Rosa Barbosa em Maio de 2006, quando os cerca de 700 euros de rendimento mínimo deram lugar a 210, alegadamente devido a "um erro", cita a mulher. Foi, pelo menos, a explicação dada pela instituição de Santo Tirso. Rosa recebeu o rendimento encolhido até Outubro, sendo que a compensação, calculada em 3100 euros, chegaria depois. Entretanto, na Segurança Social aconselharam-na a "pedir dinheiro emprestado". Quando uma técnica tentou impor a sua presença quando Rosa fosse liquidar as dívidas contraídas, esta recusou, indignada. "Durante o tempo em que recebi 200 euros, não me ajudaram em nada e queriam agora fazer cara bonita?". Em Dezembro, a morada de Rosa seria alterada, pela Segurança Social, para a Casa Abrigo, onde nunca chegou a entrar, e a pensão desse mês ficaria retida. Finalmente, a 2 de Janeiro de 2007, a mulher foi informada de que o seu rendimento mínimo seria cancelado. "Perguntei porquê e disseram 'porque sim'", relata Rosa. Um ano volvido, chegou-lhe uma carta justificando o corte nela alega-se que a mulher recusou-se a subscrever um acordo. "Nunca me chamaram para assiná-lo", contrapõe a ex-beneficiária.
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