"Equipas da Proliga foram muito mais profissionais"
O objectivo, agora, é conquistar a Proliga?
Sim, o que é extremamente complicado porque há, no mínimo, cinco equipas que vão lutar pelo título nacional da Proliga. Mas vamos fazer tudo para ganhar.
No ano passado o Guimarães não conseguiu reunir garantias para disputar a Liga Profissional, como tinha direito. E na próxima época?
Mantendo-se a Liga nos moldes em que está, não. Mas estou convencido de que a Liga Profissional vai sofrer alterações.
É necessáio repensar o modelo competitivo?
Está na altura de colocar de parte os nossos conflitos. O que está em causa é o basquetebol nacional. As coisas não estão bem. Há uma décalage nas equipas da Liga. E há equipas na Proliga que deviam estar na competição principal.
O jogador português não precisa de ser mais valorizado?
O limite de estrangeiros deve ser reduzido para três. Agora, os jogadores portugueses têm muito a fazer e estão a ir por um péssimo caminho. É muito fácil chegar ao final da época e querer ganhar cinco mil euros. Tivemos um exemplo de uma Final 8, com uma exigência competitiva muitíssimo baixa por parte das equipas da Liga Profissional. As equipas da Proliga tiveram uma atitude muito mais profissional. Se visse, nos meus jogadores, atitudes como eu vi em jogadores profissionais com excelentes ordenados, iria tomar decisões. Em Elvas, assisti a muitas situações de mau profissionalismo. Quando uma equipa joga com outra teoricamente mais forte, na meia-final da Taça, e o que parece durante o jogo é que os jogadores estão mortinhos por ir para casa, isso é muito grave.
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