Director
José Leite Pereira

Director Adjunto
Alfredo Leite

Subdirector
Paulo Ferreira
 

Porto ganha bandeira azul

Inês Cardoso

São mais três do que em 2007 as zonas balneares que este Verão irão ostentar Bandeira Azul, mas mesmo assim fica de fora mais de metade do total nacional de praias designadas. O Porto é o único município que se estreia a receber o galardão e Macedo de Cavaleiros o primeiro a ver reconhecida, pelo quinto ano consecutivo, a qualidade de uma praia fluvial. A região de Lisboa e Vale do Tejo é, em contrapartida, a que mais terreno perde face ao ano passado.

No total, são 193 as praias galardoadas, das quais cinco fluviais. Isto apesar de ter "aumentado a exigência", na sequência da aplicação da nova directiva comunitária sobre qualidade da água, salientou José Archer, presidente da secção portuguesa da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE). Percentualmente significativo é o aumento de marinas e portos de recreio 16, mais quatro que no ano passado.

Tendo em conta que há cerca de 430 praias costeiras designadas (ou seja, com análises regulares e condições como a vigilância), a que se juntam 65 fluviais, é ainda longa a lista de ausências. José Archer lembra que as candidaturas são voluntárias e acredita que "a maioria das praias sem bandeira cumpre os requisitos de qualidade", embora seja muito mais difícil atingi-los no caso das praias fluviais.

Por outro lado, o número de candidaturas não aprovadas é reduzido (apenas cinco) porque há uma "triagem prévia" por entidades como as comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) e a Marinha. Em 2007 foram nove as praias que perderam a bandeira durante a época balnear. As que tiveram análises negativas à água ficaram automaticamente impedidas de se candidatar este ano.

Zonas urbanas

Destacada por José Archer, na cerimónia de apresentação do programa, foi a presença da praia do Homem do Leme, no Porto, no mapa pintado de azul. Isto porque é simbólico "uma grande cidade" conseguir cumprir os 27 critérios. "Exige muito investimento autárquico e o contributo do comportamento das pessoas", afirmou o dirigente.

Salientando haver várias zonas costeiras galardoadas com forte pressão de banhistas, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e no Algarve, José Archer explicou que um dos desafios é precisamente assegurar padrões de qualidade em espaços muito procurados. "A nível internacional, temos indicações dos operadores de que a existência de bandeira é valorizada pelos turistas".

Por regiões, o Algarve continua a ser a que tem mais bandeiras hasteadas, num total de 48, seguida da região Norte (37). O Centro lidera em número de praias fluviais - três do total de cinco -, mas por outro lado não tem qualquer marina distinguida. Embora esteja a aumentar a adesão de marinas de gestão pública, José Archer explica que "as candidaturas mais regulares são das de gestão privada". A crescer está ainda o número de praias em que decorre o projecto de monitorização da qualidade das areias são envolvidas 36 autarquias num total de 95 zonas balneares, mais oito que no ano passado. Não é necessário ter bandeira azul para uma praia poder candidatar-se.

Como a sensibilização ambiental é uma aposta do programa, três concursos irão distinguir a melhor actividade de educação ambiental, o concessionário com melhores práticas e as melhores fotografias dedicadas ao tema das alterações climáticas. Mantêm-se parcerias com o Oceanário de Lisboa, a Vodafone (que contribui com equipamentos de segurança) e a Unilever-Jerónimo Martins, que irá colocar 150 ecopontos em 37 praias.

Partilhar
 [?]
 
 











Multimédia
Cidadão Repórter
Notícia do Dia


 

Últimas
+Lidas
+Comentadas
+Pesquisadas
 

Jogos Ao Vivo

Serviços


TEMPO Dados fornecidos pelo Weather Channel
  • n/d
  • 9ºC
  • HOJE
  • 17ºC
  • 12ºC
  • AMANHÃ

 

Twitter HOME
FACEBOOK HOME
Galeria JN
Entre palavras
Passatempo Muro de Berlim


Controlinveste Media SGPS, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Quem Somos |  Contactos |  Webmaster