BE quer doente acompanhado nas urgências
Francisco Louçã apresentou ontem, no final de uma visita ao Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, um diploma que permite "a qualquer cidadão admitido num serviço de urgência do SNS, o direito de ser acompanhado por um familiar ou amigo".
"Seis milhões de pessoas estiveram em 2007 nas urgências, muitas delas submetidas a dificuldades, estão no corredor, demoram a ser atendidas, estão desesperadas, têm medo. O atendimento e a humanização do serviço passam por medidas simples", afirmou.
O projecto de lei impõe que os serviços de urgência se preparem "no prazo de 180 dias" para "permitir que os doentes possam usufruir do direito de acompanhamento". E ressalva não ser "permitido acompanhar ou assistir a intervenções e outros exames ou tratamentos" que possam ser prejudicados pelo acompanhante.
O dirigente do BE acusou ainda os candidatos à liderança do PSD de quererem destruir o Serviço Nacional de Saúde (SNS), substituindo-o por "um serviço de misericórdia" para pobres e outro "de grande qualidade" para ricos.
"Parece que quase todos os candidatos do PSD, estão de acordo em desmantelar a universalidade do SNS, querem acabar com o acesso igualitário de todas as pessoas que pagam os seus impostos e que têm direito a serem tratadas com a melhor competência", observou. Isto, porque sexta-feira à noite, na TVI, Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho revelaram-se favoráveis ao fim do SNS tendencialmente gratuito para todos, para que sirva quem tem menos recursos.
"Nós não queremos que a diferença da carteira não tenha nenhum peso na qualidade do serviço de saúde a que as pessoas têm direito", contrapôs.
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