Loja sem preços para ajudar pobres
PAULA ROCHA
Uma associação religiosa abriu ontem uma Loja Social em Aveiro. Roupa, calçado e móveis que não têm preço marcado. Tudo para os pobres. Quem tiver 50 cêntimos paga. Quem não tiver leva na mesma o que precisar.
A Loja Social do Voluntariado Teresa de Saldanha abriu portas, ontem, no Mercado de Santiago, em Aveiro. No interior há artigos para os mais carenciadas. Das várias peças, todas elas oferecidas por pessoas e empresas, destaca-se a roupa e o calçado, alguns móveis, brinquedos, bijutarias e objectos de decoração, por exemplo. Uma oferta vulgar com uma diferença relativamente às lojas tradicionais: nenhum artigo tem preço marcado.
Luís Silva, do Voluntariado Teresa de Saldanha, diz que quem se deslocar à Loja Social pode levar qualquer peça por 50 cêntimos. "É o preço que definimos, um valor simbólico. Cada pessoa deixa o que quiser, não estipulamos nada. As receitas que conseguirmos obter com, pelo menos, estes 50 cêntimos, serão usadas para ajudar a construir uma escola na Albânia", diz ao JN.
O primeiro dia ficou aquém das expectativas de quem ali está para ajudar quem mais precisa. Contudo, Luís Silva acredita que as pessoas vão recorrer à Loja Social. "Temos cada vez mais pessoas carenciadas, o desemprego é cada vez maior, por isso, acredito que haja muita gente a precisar de ajuda. Com este espaço sabem que podem levar, por exemplo, um casaco para o frio por apenas 50 cêntimos", reitera Luís Silva. Os artigos que foram oferecidos, sobretudo a roupa, exigiu um trabalho de selecção e limpeza por parte dos voluntários. "Nem todas as coisas vinham em condições. Com a ajuda do pároco de Cacia conseguimos lavar tudo para que as pessoas recebessem as coisas em bom estado", explica Luís Silva.
A Loja Social funciona no Mercado de Santiago, numa sala disponibilizada pela Câmara de Aveiro, o que para os voluntários "foi uma grande ajuda. Sem isso, não conseguíamos ter este espaço". Funciona aos sábados, entre as 9.30 horas e as 13 horas.
Os voluntários continuam a aceitar ofertas de pessoas e empresas, pois o objectivo, diz Luís Silva, "é chegar ao máximo de pessoas que precisem de ajuda".
No futuro, os responsáveis do Voluntariado Teresa de Saldanha pretendem conseguir verbas para construir uma casa para os sem abrigo da cidade de Aveiro e um dormitório misto.
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