Oposição tenta liquidar acordo que finda Urgência
N.P.
A morte de um professor da Escola Secundária Dr. Gomes de Almeida, em Espinho, ocorrida no passado dia 12, por alegada falta de assistência médica, levou a Oposição na Assembleia Municipal a questionar o serviço de socorro a casos urgentes e emergentes implementado no concelho há cerca de um ano.
Nesse sentido, PSD, CDU, CDS e BE reclamaram pela imediata rescisão do protocolo assinado entre a Câmara e o Ministério da Saúde que ditou o fim do Serviço de Atendimento Permanente (SAP). Os socialistas, em maioria, votaram contra.
"O que interessa aqui é averiguar o que aconteceu, mas também tentar saber o que está ao nosso alcance para evitar que tal aconteça. Isto porque, morrer a 50 metros de um hospital e de um centro de saúde, é um verdadeiro crime", criticou Ângela Couto, do CDS. José Luís Peralta, do PS, concordou que havia que averiguar o que aconteceu, mas, na sua opinião "o que está em causa não é o hospital, nem a urgência, mas sim o serviço de transportes".
Na opinião de João Passos, do PSD, "mesmo que a VMER estivesse em Gaia pronta a partir, provavelmente o professor teria morrido na mesma". " Não é em quatro ou cinco minutos que a viatura se põe em Espinho", explicou, dando conta que se existisse urgência no hospital, talvez o professor tivesse sobrevivido.
José Mota criticou, por sua vez, o facto de, atendendo que a escola se encontra nas proximidades do hospital, ninguém se ter lembrado de levar o professor até ao espaço da consulta aberta. "Tenho a certeza que lá o professor teria sido ajudado, isto porque aquele serviço em nada está diferente do antigo SAP", explicou o autarca.
Recorde-se, no entanto, que ao JN, o director do Centro de Saúde de Espinho, Joaquim Barbosa, responsável pela referida consulta aberta, explicou que, tratando-se de um caso emergente, se se tivesse dado dentro das instalações da consulta aberta, ainda assim, os médicos teriam de chamar o 112 para que o doente fosse transportado para um hospital central, neste caso, o de Gaia.
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