Sete Fontes em consulta pública
PEDRO VILA-CHÃ
Durante os próximos trinta dias está aberta à consulta pública a delimitação da Zona Especial de Protecção do sistema de captação de água das Sete Fontes. Os imóveis situados na zona passam a depender de novas normas.
Encontra-se aberto à consulta pública, por um prazo de 30 dias, a Zona Especial de Protecção do Sistema de captação e abastecimento de água do século XVIII à cidade de Braga, Sete Fontes. O documento foi "desenhado" em função do parecer do IGESPAR, tendo em conta a necessidade de "assegurar a preservação e manutenção da adução ao conjunto monumental e garantir a salvaguarda do contexto paisagístico envolvente".
Após a publicação em Diário da República, os imóveis situados na Zona Especial de Protecção, passam a ver a transmissão dependente de prévia comunicação ao IGESPAR; não poderão ser concedidas licenças para obras de construção, entre outras condicionantes.
O presidente da Junta de São Victor, Firmino Marques manifestou-se esperançado que "naquele local nasça um local de referência para Braga", sustentado em posições anteriores que apontavam para a criação de um parque urbano e museu da Água. O autarca vai comparar o mapa agora submetido à consulta pública, com um outro elaborado em 2003, "para ver, em escala, o que permanece sob protecção".
De resto, Firmino Marques pretendia reunir com a Estradas de Portugal, para avaliar os acessos que estão previstos para aquela zona, decorrentes da construção do novo hospital de Braga. "Temos uma proposta concreta para o local, acautelando o hospital e a zona de protecção, mas a EP não nos recebeu", lamentou o autarca.
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