O toxicodependente encontrado, sem vida, na sexta-feira, faz subir para 10 o número de mortes entre os consumidores de heroína, em Coimbra, desde há cerca de um mês. Não se sabe se há ligação com os outros casos, mas o Ministério Público solicitou autópsia.
O indivíduo, de 43 anos, faleceu em casa, na zona da Conchada, em Coimbra, num cenário de aparente overdose. Era conhecido das equipas que percorrem as ruas da cidade a apoiar os toxicodependentes desde longa data. Mas o JN soube que, além do vício da heroína, era afectado por uma doença hepática grave. Pouco tempo antes de falecer, havia estado no hospital e recusado o internamento.
Fonte da Polícia Judiciária (PJ) de Coimbra confirmou que a vítima "tinha muitos problemas de saúde", sublinhando que "é extremamente prematuro dizer que há uma relação com os outros casos". recorde-se que, no espaço de 14 dias, nove toxicodependentes foram encontrados mortos, aparentemente, por overdose, em circunstâncias tidas como suspeitas.
O presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), Duarte Nuno Vieira, revela que o cadáver desta última vítima foi autopsiado a mando do MP. Mas frisa, igualmente, que é cedo para chegar a conclusões, estabelecer ligações.
Dos nove casos registados, quatro foram objecto de autópsia, tendo sido, ainda, solicitados exames complementares ao Laboratório de Polícia Científica. Os resultados deverão ser enviados ao MP esta semana, segundo Duarte Nuno Vieira. Já o quinto caso levará mais tempo.
Fonte da PJ garantiu, ao JN, que a morte do homem de 43 anos, desempregado de longa duração, na sexta-feira, por enquanto, está fora da investigação. A das restantes prossegue.