Cinco feridos ligeiros foi o resultado de dois despistes, ontem de madrugada, na A8, junto ao nó da Marinha Grande. Na origem dos acidentes estiveram pedras que foram lançadas de uma passagem superior da auto-estrada.
Fonte da Brigada de Trânsito explicou que, quando os guardas chegaram ao local, encontraram, espalhadas pela faixa de rodagem, várias pedras, algumas de dimensões consideráveis. "De início, pensámos que tivesse sido um veículo pesado a deixar cair a carga, mas acabámos por constatar que as pedras tinham sido atiradas", contou a mesma fonte.
A GNR está a investigar o caso. Suspeita-se que os pedregulhos tenham sido lançados de uma passagem superior (a estrada que liga Leiria à Marinha Grande, através da localidade de Picassinos) e que os autores se tenham, depois, colocado em fuga. Ao final da tarde de ontem, ainda ninguém tinha sido identificado.
O primeiro acidente ocorreu pouco depois das 4.30 horas, no sentido Norte-Sul. Um automóvel, com cinco ocupantes, tentou desviar-se de algumas pedras que já se encontravam na via, junto ao nó da Marinha Grande. O condutor não conseguiu controlar o veículo, acabando por se despistar e embater nas protecções da berma.
Os passageiros ficaram ligeiramente feridos, sendo transportados ao Hospital de Leiria.
Minutos depois, um outro automóvel, no mesmo local, acabou por bater numa das pedras e despistou-se. Os ocupantes não registaram ferimentos.
Já pela manhã, cerca das sete horas, o pneu de um camião rebentou, na mesma zona da auto-estrada. A Brigada de Trânsito acredita que uma das pedras tenha estado, também, na origem desse acidente, que não provocou feridos.
O presidente do conselho de administração da Auto-estradas do Atlântico (AEA), empresa que tem a concessão da A8, disse à Lusa que esta não foi a primeira vez que aconteceram acidentes com origem em pedras atiradas de viadutos. "Felizmente, os casos de que temos conhecimento, na A8 e também na A15, têm tido apenas danos materiais e não pessoais", disse José Braga, referindo-se a ocorrências anteriores à de ontem, acrescentando que este "é um crime com consequências imprevisíveis".
O responsável disse, ainda, que a concessionária "tem patrulhamentos intensos" nas duas vias (A8 e A15), a que acresce a acção da própria GNR, mas admitiu que esta é uma questão de "educação e consciência cívicas".