Terminal de cruzeiros em Leixões custa 19 milhões
Obra lançada por Mário Lino integra pacote de 51 milhões
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, presidiu, esta quinta-feira, em Matosinhos, ao lançamento do concurso para as obras marítimas do novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, orçadas em 19 milhões de euros.
"O investimento neste terminal, que ascende a 51 milhões de euros no total, vai reforçar o papel do Porto de Leixões no turismo de cruzeiros, para que não seja apenas um local de passagem e passe a ser um porto de escala", frisou o ministro.
Mário Lino recordou que o turismo de cruzeiros "é hoje uma actividade em franco crescimento em todo o mundo", realçando que "tem um potencial enorme para crescer".
"Tivemos, no ano passado, em Leixões cerca de 50 navios de cruzeiro, com 26 mil passageiros, mas queremos ter, em 2015, 108 navios, com mais de 110 mil passageiros", disse. Mário Lino considerou que o investimento no Terminal de Cruzeiros de Leixões, que deverá estar concluído em 2011, integra-se na estratégia do Governo de promover "investimento público útil". O ministro referiu ainda o crescimento que o Porto de Leixões tem vindo a registar nos últimos anos, recordando que ele "resulta do investimento realizado pelo Governo", que totalizou 90 milhões, entre 2005 e 2008.
As obras marítimas, cujo concurso foi ontem lançado, vão permitir construir um cais com 340 metros de comprimento, o que possibilitará a acostagem de navios de cruzeiro até 300 metros, mais 50 metros do que permite o actualmente utilizado. O projecto prevê ainda a construção de um porto de recreio para 170 embarcações. Em Setembro, será lançado o concurso para a construção do edifício do Terminal de Passageiros.
O calendário divulgado estima que as obras marítimas estejam concluídas em Março de 2011 e o edifício do terminal de passageiros em Dezembro do mesmo ano.
Para Matos Fernandes, presidente da Administração dos Portos do Douro e Leixões, o novo terminal "é um projecto que vai marcar o porto à escala mundial". "É uma resposta ambiciosa a uma necessidade, já que a maioria dos actuais navios de cruzeiro não cabem em Leixões", frisou.
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