Mercado de rua à moda de Londres
CARLA SOARES
Uma feira na Praça de Carlos Alberto, aos sábados, recriará o ambiente do famoso mercado londrino de Portobello se o desafio, lançado pela designer Inês Magalhães, for aprovado pela Câmara do Porto terça-feira.
O Mercado de Porto Belo, como seria designada a feira portuense, realizar-se-ia apenas no Verão, entre os meses de Junho e Setembro, podendo acontecer já dentro de duas semanas. Além de colmatar a paragem das inaugurações das galerias da Rua de Miguel Bombarda, pretende constituir "um novo mecanismo para cativar mais população e comércio para a Baixa".
Na proposta, o vereador das Actividades Económicas, Manuel Sampaio Pimentel prevê que o promotor fique isento do pagamento das taxas relativas aos seis primeiros meses de contrato.
Entre os argumentos para apoiar a iniciativa, garante-se que, embora associando o conceito de Portobello, a feira manteria "a tradição comercial e histórica da Praça". Outro objectivo é "maximizar as sinergias decorrentes do novo movimento cultural" numa zona recentemente qualificada, e "o circuito turístico tradicional". Do mesmo modo, promete dar-se primazia aos produtos e serviços que representem o comércio tradicional do Porto e assegurar a integração do mercado na envolvência e estética da Praça.
À venda, estariam desde livros novos e usados, outras antiguidades, roupa, artigos de design e produtos biológicos. O Quarteirão de Carlos Alberto constitui uma área de intervenção prioritária da Porto Vivo. E a feira, que foi idealizada por Inês Costa Magalhães, vitrinista e designer de moda de 31 anos, é vista pela Câmara numa lógica de "animação do espaço público, reabilitação urbana e revitalização económica".
Na reunião de terça-feira será apreciada outra proposta no âmbito da reabilitação das ribeiras. Em Março deste ano, o Município celebrou um protocolo com a Empresa de Águas do Porto e a Administração da Região Hidrográfica do Norte, para execução da primeira fase da Gestão Activa das Ribeiras do Porto, relativa às rotas da Granja à Asprela. A operação será alvo de candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional. O que se propõe agora é onerar parcelas municipais, afectando-as ao projecto por pelo menos cinco anos.
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