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Navio de guerra pára na Ribeira  no regresso a casa   

Caça-minas alemão atracado entre rabelos, apóster participado numa operação da OTAN no Mediterrâneo

Carla Sofia Luz 

O pequeno mapa da Europa, preso a uma das paredes do convés principal do navio militar alemão, traça a história da estadia de seis meses no Mediterrâneo. No regresso a casa, conta-se mais uma paragem riscada no papel: a Ribeira do Porto.

É uma estreia para a tripulação de 40 militares (entre os quais, cinco oficiais) da marinha alemã a bordo do caça-minas em aço, atracado entre os rabelos turísticos. A repousar no Douro, a embarcação cinzenta "Bad Rappenau" desperta curiosidade e, rapidamente, se tornou no tema de todas as conversas desde a chegada ao meio-dia de anteontem ao Cais da Estiva. Com 54 metros de comprimentos, ergue-se distintivamente entre os pequenos barcos.

Depois de seis meses de participação numa operação da OTAN - Organização do Tratado Atlântico Norte no mar Mediterrâneo, a tripulação (36 homens e quatro mulheres) está a caminho do porto de Kiel, na Alemanha.

"Estamos em trânsito de regresso ao nosso porto no mar Báltico. Saímos a 21 de Janeiro da Alemanha e chegámos a 5 de Fevereiro ao porto de Palermo (Itália). Estivemos na zona Oeste do Mediterrâneo, visitámos vários portos e participámos em manobras militares", recorda o comandante Jochen Beyer, de 33 anos, rendido à beleza da Ribeira. Na memória, guardam a noite triste em Cartagena (Espanha), onde assistiram à derrota da Alemanha no jogo da final do Campeonato Europeu de Futebol, com militares espanhóis.

Pelos corredores estreitos do convés principal, descobrem-se a cozinha, as salas dos oficiais e uma pequena sala de repouso, onde alguns militares aproveitam para ler as notícias de casa. Desde a partida de Kiel em Janeiro que ficou estabelecida a paragem no Porto. Serve para reabastecer o navio de combustível e de água fresca. "No planeamento, entendemos que o Porto seria uma boa localização para parar, antes de rumar a Alemanha. Ainda vamos fazer outra paragem em Cherbourg, na França", adianta.

Para os 40 militares (36 homens e quatro mulheres), a Invicta é cenário por desbravar. Como o tempo é limitado, a maioria foi espreitar as caves do Vinho do Porto e aproveitou a proximidade dos bares para usufruir de alguns momentos de descontracção em terra firme. E já estavam preparados para a visita. Hoje, a maré permite retomar a viagem. O navio de guerra zarpará ao início da tarde, descendo o Douro até ao mar.

 
 
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