Concessão da recolha do lixo ficará mais cara do que o previsto
C.S.L.
A privatização da recolha do lixo e da limpeza urbana por oito anos, que abrangerá metade do território do Porto, ficará mais cara do que o previsto. As contas da Câmara apontavam para uma factura total de 43,4 milhões de euros, contudo deverá ultrapassar os 53 milhões de euros.
O Executivo prepara-se para adjudicar, na reunião do Executivo de terça-feira, a concessão à empresa espanhola GSC e à Suma (que faz a recolha do lixo em Gaia). A primeira ficará com o lote A, que corresponde à coroa exterior do concelho, embora se estenda à marginal de Nevogilde. A segunda fará a limpeza no lote B (área alargada da Boavista).
Por ano, a GSC quer receber 3,47 milhões, enquanto a Suma fixou o preço de 3,17 milhões. O custo anual da privatização deverá ser de 6,6 milhões, ou seja, superior aos 5,4 milhões estimados no programa de concurso.
A concessão, que só entrará em vigor no último trimestre deste ano (está atrasada devido à contestação de três consórcios concorrentes), merece a crítica dos sindicatos, preocupados com o futuro de 270 funcionários da Autarquia. O Município obriga as empresas a requisitarem os trabalhadores afectos a este serviço.
Em sinal de protesto, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local já convocou duas concentrações nos Paços do Concelho. A primeira terá lugar na terça-feira de manhã, a partir das 10 horas (hora a que começa a reunião do Executivo). A segunda concentração será no dia seguinte à noite (20.30 horas), pois, nesse dia, os deputados da Assembleia Municipal também votarão esta privatização.
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