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Incêndio destrói cave que servia para armazém  

LILIANA GONÇALVES

Um casal residente na Rua das Passarias, em Alfena, Valongo, ficou ontem impedido de entrar numa parte da casa depois de um incêndio ter destruído a cave que servia de armazém. Nem os estragos puderam ver.

"Estava no café a atender um cliente e senti cheiro a fumo. Mas como normalmente aqui perto fazem muitos churrascos pensei que fosse disso. Quando fui à cozinha e abri a porta de trás é que reparei que estava a sair fumo da cave. Eram 11.15 horas", contou, ao JN, Maria Silva, proprietária.

O complexo da cave era utilizado para o armazenamento de mobílias antigas, materiais utilizados na esplanada no Verão e algumas máquinas de um antigo estabelecimento comercial. Por cima da cave, existe o rés-do- chão da casa uma casa de banho, uma sala e um quarto, divisões que não eram muito utilizadas. Agora, devido ao incêndio os proprietários estão proibidos de entrar pois o pavimento pode ruir a qualquer momento. "Os bombeiros não me aconselham a entrar na parte de cima durante quatro a cinco dias. E dizem que tenho ali mais de dois mil euros para gastar só na reconstrução do imóvel", refere, António Mendes, proprietário da habitação, que ficou também impedido de retirar documentação que tinha na parte ardida.

"Estive lá de manhã para abrir a porta, tal como faço todos os dias e estava tudo bem. Não percebo o que aconteceu. Só se fosse algum curto-circuito", diz António Mendes, admirado com a situação e tentando encontrar razões para que o fogo tenha deflagrado. No entanto, garante que as instalações da electricidade estavam em bom estado, tal como na casa onde mora, por cima do café.

A razão pela qual o fogo terá deflagrado é , também, desconhecida pelos Bombeiros Voluntários de Ermesinde que estiveram no local com sete viaturas e 20 homens. As três horas e meia que foram necessárias para combater o fogo justificam-se, segundo os bombeiros, pela "falta de acesso à cave" e pelas "elevadas temperaturas" que obstruíam a entrada dos voluntários.

A GNR de Alfena também esteve no local, mas recusou-se a prestar quaisquer declarações.

Devido à intervenção dos bombeiros, a cave ficou inundada, com cerca de um metro de água, sendo impossível a entrada. "Já não tenho esperança de recuperar nada daquilo que tinha na cave. Os bombeiros disseram que estava tudo destruído e que não estava nada em condições", conta, desanimado, António Mendes.

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