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Falta de água será prioridade na zona alta do concelho

Executivo quer acabar com o vai-e-vemde camiões a transportar água para reservatórios locais

TERESA CARDOSO

O novo Executivo da Câmara de Mangualde já não está a transportar água para algumas freguesias do alto concelho, graças à queda de chuva, mas reconhece que esta é uma prioridade a exigir solução nos próximos anos.

João Azevedo, o socialista eleito a 11 de Outubro na presidência da Câmara Municipal de Mangualde (CMM), nega que tenha sido suspenso o fornecimento de água a algumas freguesias da parte alta do seu concelho a seguir às eleições.

"Isso não é verdade. Apenas houve uma quebra no fim de semana em que tomei posse, por razões às quais sou alheio, mas a partir daí regressou-se à normalidade. Neste momento, também graças à queda de chuva, que está a reforçar os caudais, a nossa intervenção no transporte de água não tem sido solicitada", esclareceu o autarca.

O novo presidente da autarquia mangualdense, que há poucos dias deixou cair a ideia de dar prioridade à construção do Museu do Porco, defendida pelo seu antecessor, considerando que Mangualde tem outros ícones para promover, reconhece que a instalação de infra-estruturas básicas é o seu principal objectivo.

"As infra-estruturas serão a nossa grande prioridade nos próximos quatro anos. Aliás, não conseguiremos dormir descansados, enquanto as necessidades básicas da população não estiverem solucionadas", garante João Azevedo.

Grande parte do concelho de Mangualde é abastecido de água a partir da barragem de Fagilde. Mas a zona mais alta debate-se, há vários anos, de forma recorrente, com a falta de água nas torneiras. Chãs de Tavares, Guimarães de Tavares, Matados, Vila Mendo, Abrunhosa do Mato, Corvaceira e Freixiosa são alguns dos casos mais complicados.

"Nos meses de verão, chegámos a ir duas vezes por dia (com cisternas de 30 mil litros) levar água a algumas dessas localidades. A Câmara faz o mesmo noutros lugares. Mas nas últimas semanas, com a chegada da chuva, há menos quebras no fornecimento e já não nos pedem ajuda. O último pedido que nos fizeram data de 19 de Outubro", esclarece João Soares, presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Mangualde.

O responsável refere que o transporte de água às aldeias afectadas pela seca é feito num espírito de total abertura e cooperação com as autarquias e os seus habitantes. "Nem outra coisa seria de esperar dos bombeiros", conclui.

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